ARTIGO
Primeiro, as damas
Prática comum na indústria pornô, muitas atrizes iniciam a carreira fazendo apenas cenas de lesbianismo. Outras tantas permanecem adeptas até a aposentadoria – mas, para nossa sorte, isso não significa que elas não curtam a outra fruta...
por Valter José
Entre as dezenas de atrizes com esse perfil, temos, por exemplo, Felicia, uma morena muito famosa da década de 90, que fez cenas lésbicas no decorrer de toda a sua carreira – inclusive nas séries amadoras de Ed Powers, nas quais era convidada para iniciar alguma linda debutante.
Felicia, no entanto, era casada e transava com homens em sua vida privada. Um deles foi o famoso diretor francês Pierre Woodman, quando este ainda era ainda casado com Tania Russof. Um autêntico ménage à trois.
Aos pouquinhos
Já o caso de Janine Lindemulder foi bem particular. Por muito tempo, ela foi atriz exclusiva da Vivid – e só fazia cenas lesbo. A idéia da produtora era deixar no ar um certo suspense, uma atmosfera de “coisa chique”, como se Janine fosse uma espécie de top model inatingível, disponível apenas para finos paladares.

Entretanto, com o passar do tempo – e com muito estardalhaço da mídia –, a loira resolveu fazer cenas héteros. Chegou até a contracenar com negros, só para abalar a estrutura dos racistas norte-americanos. Por sinal, uma mudança de atitude que deu muitos lucros a ela e aos produtores.
Essa experiência acendeu a luz nas cabecinhas de outras grandes produtoras. Elas perceberam que, se a garota começasse fazendo apenas cenas lésbicas por um certo tempo, passasse depois para o hétero vaginal e, finalmente, para o anal, elas produziriam dividendos que cresceriam à medida que as atrizes realizassem as fantasias do público, tornando válido o dinheiro investido.
Tudo pelo prazer
Isso produziu boas e lucrativas facilidades. Por exemplo, as iniciantes geralmente são modelos da Playboy e/ou da Penthouse e têm uma certa resistência em fazer sexo hétero para as câmeras – mas o lesbianismo, geralmente bem light, “não tem nada demais”. Elas não perdem o namorado e nem causam constrangimentos familiares.
Já as produtoras sabem que, para as gatas passarem para o hétero, é apenas uma questão de tempo e de paciência. Afinal, não há mulher bonita que não goste de dinheiro. Assim, essa virou a estratégia-padrão de empresas como Wicked, Vivid e Digital Playground para trazer para o mercado lindas garotas como Sunny Leone, ex-modelo da Penthouse. Sunny foi para a Vivid – também responsável pelo lançamento de Lanny Barbie e das gêmeas Love, por volta de 2003.

Barbie, vale dizer, até dá entrevistas hoje dizendo que é uma mulher disposta a tudo e que nunca diz não. Por isso, é bom que saibamos: não há bobos no mundo – e, até segunda ordem, nem 100% “lésbicas” no pornô. É tudo questão de quanto se paga...

Imagens: © Hot Video